Levantando-se

07/07/2013 -

Em Mateus  9:9, lemos que Jesus ia andando e vendo Mateus na coletoria, o chamou. "E ele, levantando-se, o seguiu". Um momento tão breve, narrado de forma tão sucinta, mas que nos traz grandes lições.

A primeira delas é que Jesus escolhe seus seguidores por critérios próprios, nem sempre compatíveis com o pensamento comum. Mateus era coletor de impostos, considerado inimigo e traidor do povo, por trabalhar para o governo romano, opressor de Israel. Mas Jesus não vê por nossa ótica, mesmo que ela seja lógica ou ética. Ele observa em nós aquilo para o que fomos criados, e não desiste de nossa natureza primeira, por mais que estejamos afastados dela.

Certamente foi o que Mateus pensou, quando foi chamado. Em sua mente se passaram questões do mesmo tipo. "Eu, pecador odiado?" Todos somos levados a acreditar que não somos capazes de corresponder ao chamado do Senhor, por nos considerarmos falhos, imperfeitos, despreparados, ou mesmo por acreditarmos que outros são melhores e podem fazer mais. Mas esses pensamentos fazem parte de nossa natureza pecaminosa e devem ser superados. Jesus não nos chamou por acaso. Mateus viu naquele chamado sua grande oportunidade de mudar sua realidade, e não a desperdiçou. O chamado de Jesus sempre aponta para grandes mudanças.

A segunda lição que podemos colher, está na atitude de Mateus. Ele se levantou. Não é possível seguir a Jesus assentado. É necessária uma mudança de atitude. Levantar-se da cadeira, significa deixar seu lugar confortável e seguro; sua estrutura tradicional a qual estava acomodado e de onde se sustentava e lucrava. O simples ato de levantar-se significava para Mateus abandonar sua posição social. Perder sua vida para então achá-la. Um imenso desafio para ele, ou qualquer um de nós que queira seguir os caminhos do Filho de Deus.

E finalmente lemos a terceira verdade dessa história: ele seguiu Jesus. andou com Ele dia e noite. Viajou para outros lugares, compartilhou de seu ministério contribuindo com sua vida. Não escolhia caminhos nem destinos, mas seguia os planos do Mestre, até o fim de sua jornada. Não foi um seguidor domingueiro ou de ocasiões especiais. Mas em tempo integral. Vivia a vida do seu Senhor e obediente, o servia. Seguir a Jesus é viver com Ele.

Somos todos chamados. Nenhum de nós foi feito para a perdição e sim para a vida eterna. Mas escolhidos serão aqueles poucos que se levantam de seus lugares e seguem a Jesus, como Salvador e Senhor de suas vidas.

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